Cobertura do sistema INESC nos meios de comunicação e em comunicações institucionais.
11 artigos
Na Conferência .IA, organizada pelo ECO no Centro Cultural de Belém, Arlindo Oliveira, presidente do INESC, defendeu o investimento no Amália, o modelo português de IA, e apontou o SAIL, centro de excelência do INESC-ID, como exemplo de resposta europeia à soberania tecnológica.
Arlindo Oliveira defendeu o investimento de cinco milhões de euros no desenvolvimento do Amália, apesar das suas limitações. Considera que o retorno não está no modelo em si, mas nas competências que ficaram em Portugal, dezenas de pessoas capazes de configurar e treinar grandes modelos de IA, que de outra forma teriam provavelmente emigrado para o norte da Europa ou para os Estados Unidos.
Arlindo Oliveira desafiou também as empresas parceiras do ECO a explorar parcerias de transferência de tecnologia com o SAIL, centro de excelência do INESC-ID em IA responsável e sustentável. O SAIL prevê um programa doutoral conjunto com a Rheinland-Pfälzische Technische Universität e projectos de transferência de tecnologia com a indústria, com financiamento de 27,2 milhões de euros pelo Horizonte Europa, pelo Governo Português e pelo INESC.
Jorge Sá Silva, investigador do INESC Coimbra, coordena o projecto SHIELD-EU, financiado pela FCT no âmbito do concurso DEFENCE + SCIENCE 2025 para projectos exploratórios na interseção entre ciência, tecnologia e defesa.
O projecto desenvolve uma arquitectura de defesa apoiada em Internet das Coisas inteligente, inteligência artificial de proximidade (EdgeAI) e modelos cognitivos, emocionais e comportamentais, para reforçar a resiliência a ameaças de guerra híbrida, onde as dimensões digital, informacional, psicológica e operacional se cruzam. Um dos focos centrais é apoiar a tomada de decisão e a resposta em ambientes de elevada pressão, processando informação crítica de forma mais rápida e segura sem depender de infraestruturas centralizadas.
O SHIELD-EU conta com a colaboração da Força Aérea Portuguesa.
Sérgio Jesus, investigador na Feedzai e doutorado em Ciência de Computadores pela Faculdade de Ciências da Universidade do Porto, venceu a 4.ª edição do Prémio Vencer o Adamastor, no valor de 20.000 euros. O trabalho premiado desenvolve uma metodologia para avaliar a justiça e a explicabilidade de sistemas de inteligência artificial usados em decisões reais, como a deteção de fraude. A equipa produziu ainda dois recursos em código aberto, o conjunto de dados Bank Account Fraud e a biblioteca Aequitas Flow, hoje incorporados no software Feedzai Fairness Suite. A cerimónia decorre esta segunda-feira no Auditório Ferreira da Silva, na FCUP, com a presença do Presidente da República, António José Seguro.
A inteligência artificial ataca sistemas informáticos mas também os defende. Carlos Ribeiro, investigador do INESC INOV e membro da direção do INESC INOV-Lab, analisa esse duplo papel da IA como defensora e atancante de sistemas informáticos.
O autor identifica três áreas onde isso acontece: o cibercrime, a deteção de ataques e o ataque aos próprios sistemas de IA, considerando esta última a mais preocupante. Em termos simples, um atacante pode esconder instruções dentro de um pedido aparentemente normal, levando um assistente de IA a agir de forma diferente da pretendida, um problema que já existia desde 1988 noutros sistemas informáticos e que agora reaparece nos grandes modelos de linguagem. Carlos Ribeiro termina por assinalar um desequilíbrio estrutural entre atacante e defensor. O primeiro escolhe o alvo, o segundo tem de proteger tudo.
João Claro, presidente do INESC TEC, esteve à conversa com António Costa Silva na Liga dos Inovadores sobre o que separa a ciência portuguesa do mercado e sobre o que torna possível fazer investigação de referência com os meios disponíveis em Portugal. Com mais de 700 investigadores e empresas como a Kep Soft, a LTP Labs e a Ilof nascidas na instituição, o INESC TEC trabalha todos os dias na construção dessa ponte. Ouça a conversa no Expresso.
O Prof. Arlindo Oliveira, Presidente do INESC e membro do comité de acompanhamento da Agenda Nacional de Inteligência Artificial, foi entrevistado pelo Público e a Renascença no programa Hora da Verdade. Na conversa, abordou a encíclica Magnifica Humanitas, a ausência de uma visão integrada para a utilização da IA na administração pública, o estado do projecto Amália, os riscos para a educação e a proximidade do auto-aperfeiçoamento recursivo dos modelos de linguagem. A entrevista completa está disponível no Público.
No sétimo episódio do Podcast .IA do ECO, Inês Lynce, presidente do INESC-ID, explica como o SAIL, laboratório de inteligência artificial com 27,2 milhões de euros do Horizonte Europa, foi concebido para levar a ciência até ao fim da cadeia: da investigação às empresas, passando pela formação avançada e pela transferência de tecnologia.
O Prémio “Vencer o Adamastor” celebra amanhã, dia 6 de julho, a sua 4.ª edição. A cerimónia decorre no Auditório Ferreira da Silva, na FCUP, com a presença do Presidente da República, António José Seguro. O streaming está disponível no canal do Público no YouTube.
Não existe nada igual no mundo. O protótipo está em desenvolvimento e já tem a primeira missão marcada para maio de 2027, onde permanecerá no fundo do mar durante duas semanas.
Do INESC-ID: Ana Paiva, Joaquim Jorge, Miguel Pupo Correia, Luis Rodrigues, Francisco Correia dos Santos, Arlindo Oliveira, Rui Maranhao Abreu, Rodrigo Rodrigues, Leonel Sousa, Isabel Trancoso, Manuel Lopes, Mário Silva e Bruno Martins.
Do INESC TEC: João Gama, Carlos Soares e Pavel Brazdil.
A Europa corre o risco de ficar de fora da corrida tecnológica por excesso de fragmentação, escassez de capital e lentidão na adopção. É o diagnóstico do Presidente do INESC, no sétimo episódio do Podcast .IA do ECO.